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4 de fev. de 2010

Ano novo, tudo novo, de novo

Saudações, regueros!

É com muito orgulho que comunicamos a entrada de um novo membro para o Jamaica Paulistana. Após um longo e cansativo processo seletivo com milhares de candidatos, anunciamos o vencedor: Brunella.
Ele se provou melhor em vários aspectos e com muito mais atributos do que qualquer outro concorrente, e a partir de agora terá a honra de ser o primeiro e único moço deste blog!
Dá oi ae, Brunella!

Mas essa não é a única novidade. Vem aí a primeira Jamboree do ano de 2010 e, claro, estaremos lá, juntamente com nosso novo pupilo. Praticamente um début para o rapaz. Sejam gentis, portanto.

A fórmula do sucesso vocês já conhecem. Na pista, Jurassic Sound System seleciona as melhores pedradas e promete estreiar novos tunes recém-adquiridos. E não, Jura não está na puberdade e sua voz ficando mais grossa. Quem irá comandar o mic é Papa Neggo.

A atração convidada é a banda Brasilities, que promete mandar o bom rocksteady acompanhado do ska que estão acostumados a fazer.

Lá no lounge, selecta Ras Fael, diretamente de BH, comanda a vitrola. Vai até rolar um open mic (só não vale contar piada, não é stand up, tá?). Rola uma surpresinha também, mas nossos investigadores não conseguiram descobrir qual.

O quê? Primeira Jamboree do Ano
Quando? Sábado, 06 de fevereiro de 2010, às 23h
Onde? CCPC (Centro Cultural Popular Consolação) – Rua da Consolação, 1901
Quanto? R$15 na porta ou R$12 com nome na lista (festajamboree@gmail.com)
Por que? Porque a primeira vez a gente nunca esquece.




25 de dez. de 2009

It is you... (Oh yeeeaaah)


Hééé! Quem duvidou que fôssemos acordar mega cedão no sábado só pra ver Y&M carregando caixas de som?  Duvidou? Sério mesmo? É, se deu mal, meu bem! Porque antes das dez da matina as moças do blog já se apresentavam na frente do CCPC, debaixo de um sol de 30º (sim, a Jamaica Paulistana tem o prazer de sempre informar a temperatura local) e recepcionadas por Jura e Renê (rapaz que veio especialmente de Belo Horizonte pra curtir a festa).

Já conhecíamos o local vazio e iluminado pela luz do sol de outras Jamborees, mas mesmo assim não deixou de ser um pouco sinistro, afinal à noite todos os detalhes são pardos e passam despercebidos.







Então, o que importa é o som, né?


O temor logo passou quando Jura e Renê abriram uma cerveja e sentamos para uma conversa despretensiosa enquanto esperávamos o resto da crew. Papo vai, papo vem e logo menos chegou o pessoal da Roodboss, também de BH. Depois de algum tempo, Sono e Luis chegam escoltando o pessoal do The Tempranos -  cujo ônibus tinha atrasado algumas horas -, com bagagem e cuia paraguaias (leia-se instrumentos).


Com toda a força masculina que se podia contar (menos a de Sono, que honrou o apelido e se espichou num dos sofás do CCPC), ficamos observando a logística minuciosa com a qual Jurássico e seus ajudantes arrumavam o famoso paredão de som.






Caixa pra lá, caixa pra cá - e não pode ter medo de altura, né, Sono?



Paredão ajeitado, Jura se encarregou de desvendar o mistério dos mil fios para ligar toda a aparelhagem enquanto a galera confraternizava com mais cerveja. O placar era 2 x 0 para os fios e o teste de som já estava quase razoável quando nos despedimos de todos.







Jura: "Vê se tá piscando? Piscou? E agora? E agora?"


As horas se aproximavam do início da festa e, como não poderia faltar na nossa Jamaicana paulistana alagada, choveu. E muito. De acordo com o homem-do-tempo Jurássico, o CCPC não lotaria se chovesse após as 21h. 


É, achamos que ele errou na previsão, pois era pouco mais de 23h e a frente do CCPC já contava com uma fila razoável. A festa começou um pouco depois do combinado, e, enquanto o público entrava, a agulha fazia o seu aquecimento com o bom e velho ska, para delírio dos skinheads na pista, e mais algumas boas seleções de rocksteady.







Ombrinho pra lá, ombrinho pra cá... Sobe, desce, sobe, desce...


Eram muitos Sound Systems para uma vitrola só, que passou em mais mãos do que nota de um real: Roodboss, Bangarang e Reggay 420 garantiram a alegria da galera antes dos paraguaios (para o quê?) subirem ao palco.


Regueiro chorou a noite toda. Só pra citar algumas das que a gente acha boss e grita POW: Tougher Than Tough, Derrick Morgan; Lessons of Love, Slim Smith - mandadas pelo Roodboss - Jamaican Ska, Byron Lee & The Dragonaires; 54-46 was my number, Toots and the Maytals - que a gente aposta que quem botou foi a Bangarang – e Pressure Drop, também do Toots and the Maytals, a qual carinhosamente apelidamos de "música do mimimi", cantada em coro pelo público presente.







CCPC lotadaço - Calor era pouco!


O prêmio de ponto baixo da noite vai para um colega estressado que achou que um pouco de cerveja derrubada na barra de sua calça e na camisa xadrez era motivo de briga. Feio, meu querido. Feio.
 

Felizmente, a diplomacia reinou. Crise superada, bora dançar mais um pouco.
 

Passava das tres da manhã quando os Tempranos subiram no palco. Eles são fofos, eles são educados, eles são paraguaios, eles suam pra caramba. E não só eles: não teve ninguém ali dentro da sauna do CCPC que não desidratou vários litros pelos poros. 

Eles falavam e a gente não entendia nada, a não ser o nome de cada música anunciada. Eu ouvi Alton Ellis? A sauna toda veio abaixo com os covers de Breaking Up e What Does it Take. Chora, regueiro. Chora mesmo. 







You got to make me see... What does it take to win your love for me?


Ruben, vocalista da banda, não poupou elogios aos meninos da Jamboree e convidou Jurássico para subir ao palco. Pouco causador, Jura convocou a galera toda pra dominar os limitados metros quadrados dedicados à banda. Clima de confraternização digno de festa global de fim de ano, só que sem glamour e ar condicionado. Mas com muito amor.







Adeus ano velho, feliz ano novo feelings


Pra acabar com todos de uma vez, o Jurassic Sound System assumiu o comando do fim da noite, que se arrastou até às seis da matina. Infelizmente, depois de madrugar pra ver como nasce uma Jamboree, não aguentamos ficar a ponto de vê-la terminar. Fica pra próxima. ;)

11 de dez. de 2009

BBJ - Big Brother Jamboree


Orgulhinho feelings. Parece que foi ontem que colocamos o blog no ar com a resenha da primeira Jamboree que fomos. Caímos de gaiato no meio do CCPC enquanto víamos a tudo com olhos ávidos por registrar cada segundo.

De lá pra cá, muita coisa (boa) rolou e outras futuras já fazem parte dos nossos planos.
Quer um teaser? Tu quer um teaser? Tu quer um teaser, a gente te dá um teaser. Pega essa: Caraguatatuba e Belo Horizonte. Sim, palavras grandes. Em 2010 o bicho pega.

Mas no momento nosso foco é outro. Todas as energias estão concentradas para a nossa segunda Jamboree (e a 11ª deles), a última do ano, que promete fazer regueiro chorar de joelhos. E, se a primeira vez a gente nunca esquece, iremos garantir que a segunda também não.

E é por causa de tamanha expectativa (aka TPJ) que vamos fazer bem diferente: iremos acompanhar
Sonô, Greg, Djurássicô, Louis (hey!) durante o dia todo, conferir de perto como são os preparativos para a festa e até dar uma mãozinha no que for preciso. Iremos ainda filmar tu-do que for possível. Só não prometemos pay per view porque não sabemos transmitir ao vivo.

E a Edição Especial de Final de Ano da Jamboree vai contar só com boss atractions: Diretamente do Paraguai, The Tempranos
detona o melhor do skinhead reggae no palco do CCPC. No lounge, o selecta é você! Papa Neggo (Selectors B-side) dá um boi pra galera e toca os discos do público, é só trazer o material de casa.





Los paraguaios The Tempranos e Jurassic Sound System: killer!

Na pista principal, quem brilha muito é a Jurassic Sound System, trazendo novíssimas aquisições do melhor do rocksteady, além de convidados ilustres para dividir a potência do paredão de som: diretamente de Belo Horizonte, Roodboss
. Lá do Rio (salve, Rio!) Bangarang, e, de Santos, o Reggay 420.

Quem quiser meditar em frente ao telão vai poder conferir com exclusividade o documentário Dub Echoes, produzido por Bruno Natal, com depoimentos de artistas que fizeram a evolução do reggae.

Falando em Natal, a Y&M dá uma de Noel e presenteia os primeiros 30 pagantes com vinis exclusivaços, é só chegar e levar.

Aguçou a vontade? Aqui já podemos ouvir a agulha riscando. Chora. Chora, regueiro!







O quê?
Jamboree Especial Final de Ano
Quando? Sábado, 12 de dezembro de 2009, às 23h
Onde? CCPC (Centro Cultural Popular Consolação) – Rua da Consolação, 1901
Quanto? R$15
Por que? Se ainda precisamos te dizer o porquê, é melhor tu ficar em casa.

16 de out. de 2009

Que tal um festival?






No próximo sábado, dia 17, o Hangar 110 será palco da 1ª edição do Ska Stomper Fest. E, já que o Jurassic Sound System será uma das atrações, nós certamente estaremos lá.

Um dos destaques é a King Rassan Orchestra, que além de tocar versões de músicas do Cartola, manda covers de Skatalities e Duke Ellington. Eles também se apresentaram na 1ª edição da Jamboree, então esperamos coisa boa. Outra banda que marcará presença no festival é a Extra Stout, formada pelos ex-vocalistas da extinta Skamoondongos, que mistura ska, soul, funk e pitadas de música brasileira.

Completa a discotecagem a dupla Masta Blasta Hi-Powa, composta por Thiago DJ - que embalou o show de estréia da Orquestra Brasileira de Música Jamaicana - e Rev. Denis, DJ residente da Ska-Funk, festa quinzenal do Inferno Club.

Quando? Sábado, 17 de outubro, 19h
Onde? Hangar 110 – Rua Rodolfo Miranda, 110 – pertinho do metrô Armênia, na Zona Norte
Quanto? R$10 até às 20h. Depois, R$15
Por que? Para ouvir, ver e dançar

12 de out. de 2009

We on a Jamboree (for the first time)

Sabe quando você ouve um som tão forte, mas tão forte, que o seu ouvido fica fazendo 'piii' no dia seguinte? Pois é, foi exatamente isso que nos aconteceu depois da 10ª edição da Jamboree, a festa bimestral organizada pelos meninos da Y&M. O paredão de som dos caras não é só ignorante, é ILEGAL. Mas não nos leve a mal. A gente curtiu. E MUITO. Não só nós duas, mas nossos amigos e toda a galera que tava lá.

A responsa da festa quando o assunto é música jamaicana se reflete na fila: quem chega depois das 23h, hora do início da balada, precisa encarar uma espera de pelo menos vinte minutinhos na porta. Por isso, um drink pra viagem pelo caminho se faz mais do que necessário. Passava da meia-noite e meia quando conseguimos entrar no Centro Cultural Popular Consolação, que já estava cheio. A pista, dominada. Corajosas, fomos para perto do paredão de som do Jurassic Sound System (também formado pelo Y&M) e esquecemos da vida, até porque conversar é tarefa impossível, tamanha a potência das caixas.

"Não sei dançar esse tipo de música" é uma desculpa que não cola: o ritmo te leva fácil. E não se preocupe em se sentir deslocado: a festa não é só garotos-carecas-de-costeleta-suéter-e-camisa e garotas-de-franja-curta. Lá tem desde o típico dreadlock até os mais arrumadinhos, de todas as idades, em grupos de cinco pessoas, duplas, casais ou até mesmo sozinhos, todos curtindo o som numa boníssima.

As primeiras três horas de discotecagem do Jurassic Sound System foram seguidas pelo show da banda Ba-Boom, um mix de música jamaicana e brasileira. Não sabemos se foi o cansaço ou um bode repentino, mas abandonamos a apresentação no início pra ouvir o dub que rolava em outro ambiente, perto do fumódromo. Ali o som era mais baixo e já dava para ouvir os próprios pensamentos, além dos alheios. No meio de uma conversa, alguém dispara: “você nunca vai me ver brigar na vida”. Acreditamos e sorrimos sem perceber.

A segunda pista era minúscula e estava lotadérrima, mas não rolava disputa de espaço. Um emblema do Corinthians balançava no peito de alguém, bem perto de um são-paulino que entrava no recinto. Voltamos para o show da Ba-Boom, que ficou mais animado, provavelmente pelas pitadas de ska das músicas que eles tocaram no fim da apresentação. A vontade é de que a festa e toda a galera fosse transportada para uma praia. Olhando ao redor, a sensação é de que todo mundo ali é amigo de longa data. Mesmo no escuro, olhares se encontram e trocam sorrisos cúmplices.

Quando pensávamos que a festa tinha miado, o Jurassic Sound System voltou ao comando para alegrar nossos corações. E com eles não tem frescura de colar o final de uma música no início da outra, não: as faixas são trocadas na hora em que eles bem entendem. Jurássico comanda a mesa de som e faz comentários a cada pausa, como se estivesse em casa mostrando sua coleção de vinis aos convidados. O público ouve atentamente, esperando pela próxima canção, até a batida recomeçar e os pés se ajustarem ao ritmo. Procure cantar junto (nem que disfarçando), pois quando você menos espera, o volume é baixado para que o coro da galera ecoe na pista (ou seria no dancehall?).

Lá pelas 5 e tantas da manhã, o ritmo jamaicano deu lugar a um samba rock de primeira, sempre nas mãos dos meninos da Y&M. Quando olhamos pra trás e vimos um céu claríssimo, nos tocamos de que era hora de ir embora.

Se você estiver cansado do tunts-tunts que domina as baladas de São Paulo e quiser ouvir raridades de primeira, ou se é daqueles que dança como se ninguém tivesse te assistindo, fique na cola desses caras. Nós já estamos.